terça-feira, 22 de Julho de 2014

felicidade é...

... apanhar pinhões.

sábado, 19 de Julho de 2014

quarta-feira, 16 de Julho de 2014

construindo memórias felizes

às vezes dou por mim a pensar se eu morresse desaparecesse agora, o que é que o meu filho iria recordar de mim? Tendo eu tão poucas memórias dessa idade (3 anos) este é um pensamento que me aflige... acho que é por isso que sou tão chata e digo que o adoro todos os dias, a todos os minutos, e lhe chamo meu amor amiúde, é por isso que lhe faço panquecas, que exijo sempre o meu beijinho de bom-dia ao acordar, que o deixo por da minha água de colónia de alfazema (as memórias olfativas são poderosas!), que exijo sempre o meu beijinho de boas-vindas quando regresso a casa, é por isso que pateticamente separo uma madeixa de cabelo que coloco em cima da boca e transformo num bigode para encarnar o guarda Serôdio enquanto falo com um xotaque esquejito, ou que o convido para irmos os dois tomar o pequeno-almoço à pastelaria antes de irmos para a escola, que sou capaz de vencer o frio quando ele me pede para eu dar mergulhos na piscina, que canto para ele adormecer, que tento responder a todas as infinitas perguntas que me faz, que lhe peço abraços, que lhe dou a mão e a aperto mesmo quando já atravessámos a estrada, é por isso que o empurro no baloiço durante uma tarde inteira até ficar maldisposta de tanto balanço para a frente e para trás, que faço conversa sobre tudo e sobre nada, que me delicio quando ele diz que a comida que eu fiz está muito boa, que me consumo de culpa quando grito ou me falta a paciência... É, é por isso.

terça-feira, 15 de Julho de 2014

o melhor plano é não ter planos


este é o espírito, depois de uma tomada de decisão do tipo 'bora?-bora!-é-agora-ou-nunca (o repto há muito que estava lançado... a vontade, essa, era muito anterior)
porque às vezes é preciso decidir num sem fôlego, seguir totalmente o instinto que GRITA cá dentro e não dar alternativa às desculpas alternativas. 

e simplesmente... ir

ganchos

sempre que uso ganchos no cabelo, viajo até à escola preparatória, altura particularmente complicada da minha vida. Talvez seja por isso que os uso tão raramente... Hoje trouxe dois gachinhos a prender-me o cabelo, lateralmente, e de cada vez que me olho ao espelho vejo aquela menina escanzelada, de pernas e braços desproporcionalmente compridos, sem mamas, com um ganchinho a prender a franja acima da testa, ao centro (lembras-te semi-nómada? eu sei que sim, pois foi precisamente por essa altura que nos conhecemos! foi também a preparatória que trouxe a macaca bzana à minha vida e só por isso já teria valido a pena). Vejo a menina (um bocadinho marrona, há que dizê-lo com frontalidade) que saiu de uma escola primária modelo/exemplar (de uma bolha cor de rosa, portanto) e que aterrou sozinha numa turma de "vândalos" de um bairro social problemático e que entre problemas típicos da pré-adolescência (quem é que não se lembra dos apalpões no recreio!!!??) ainda teve que lidar com a morte do avô materno (que era quem a levava todos os dias à escola) e o início da doença (grave) e dos sucessivos internamentos do pai. A mesma menina que não só sobreviveu, como cresceu e fez amigos (e desenvolveu alguns tiques nervoso também, que entretanto ficaram pelo caminho) nesses dois anos que foram uma espécie de "estufa" para a vida real.

É curioso (metafórico? irónico?) que sejam os ganchos este meu passaporte para o passado. Não estou, de todo, presa ao passado... Mas haverá sempre ganchos a agarrarem algumas pontas soltas, no cabelo e na vida...

ontem, enquanto me despia vestia para ir dormir, o Manel agarrado às minhas pernas diz-me, com aqueles olhinhos brilhantes a olhar bem fundo nos meus: "és muito bonita mamã". MORRI. foi a primeira vez que o disse assim, de forma completamente espontânea... e eu risquei da lista mais este cliché que é ficar completamente babaca quando os filhos dizem que somos bonitas e ficar a sentir-me (ter a certeza que sou!!) realmente a mulher mais bonita à face da terra.

segunda-feira, 14 de Julho de 2014

knock out


sem hesitar

em resposta à questão O que levarias para uma ilha deserta? eu respondo: fio dentário

Hummmmpfffff

Os alemães são como aqueles putos no recreio que nunca deixam os outros miúdos ganhar... Não conseguem gerar simpatia em ninguém (ou em muito poucos), não são giros (excepção feita ao guarda-redes, o Manuel), ganham sempre e o mais irritante é que temos que admitir que ganham porque são bons.

quarta-feira, 9 de Julho de 2014

e quem não sente...

o jogo de ontem foi a derrota do Brasil, não foi a vitória da Alemanha. E isso deve deixar os alemães um bocadinho chateados... ou então não... que aquilo é gente que parece que não sente, IRRA!

terça-feira, 8 de Julho de 2014

hoje eu vou assim*


*sendo que eu sou a bola

a 2 semanas das férias...

a minha avozinha (em toda a sua infindável sabedoria popular) é que tinha razão, quando dizia: "filha, o rabo é o mais difícil de esfolar"